A espécie ocorre no bioma Mata Atlântica, nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Forzza et al., 2011). No estudo de Meirelles et al. (1999), os indivíduos da espécie encontravam-se até 120 m de altitude. Lopes et al. (2004) confirmam a presença da espécie no Morro Alto Mourão, localizado na Serra da Tiririca, assim como Andreata et al. (2008).
<i>Tillandsia araujei </i>Mez é endêmica do Brasil e ocorre em afloramentos rochosos litorâneos, no Estado do Rio de Janeiro. A espécie tem distribuição restrita (EOO=3.870,34 km²) e ocupa uma AOO de 104 km². As subpopulações estão sujeitas ao declínio contínuo da qualidade de hábitat, em função da ocupação das encostas por loteamentos e condomínios, bem como aos efeitos gerados por atividades recreativas como caminhadas ou escaladas sobre a rocha, que causam inclusive a redução do número de indivíduos maduros. Foram identificadas duas situações de ameaça que consideram a presença ou ausência em unidades de conservação (SNUC), nas quais as ameaças incidentes são mais raras. Assim,<i> T. araujei</i> foi avaliada como "Em perigo" (EN).
T. araujei foi descrita por Mez em 1894. Assemelha-se a T. tenuifolia devido ao caule bem desenvolvido e ramificações laterais presentes. Porém, difere desta, pelas folhas sempre secundas, o escapo floral sempre exserto e as brácteas florais não carenadas (Tardivo, 2002). De acordo com Lopes et al. (2004) a espécie é conhecida vulgarmente como "caraguatá". Tillandsia araujei var. minima E.Pereira & I.A.Penna foi considerado um sinônimo da forma típica (Tardivo, 2002), no entanto é uma planta bem diferente desta, não devendo ser considerado um sinônimo (Costa, com. pess.)
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.4.2 Human settlement | local | medium | |||
| Em 2001 as Prefeituras de Maricá e Niterói eleboraram um documento que culminou em desvios de condomínios e loteamentos já implantados eexclui áreas florestadas valorizadas pela especulação imobiliária no Parque Estadual da Serra do Tiririca (Barros, 2008). | |||||
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 10.1 Recreation/tourism | local | very low | |||
| Por vezes a espécie ocorre em vias de escaladas nos inselbergs da cidade do Rio de Janeiro, o que configura uma ameça para a espécie (Costa, com. pess.) | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| A espécie foi considerada presumivelmente "Extinta" (EX) na Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP, 2004). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4 Protected areas | on going |
| O Parque Estadual da Serra da Tiririca foi criado pela Lei Estadual nº 1901 de 29/11/1991. Em 2007 os limites definitivos foram estabelecidos e estipulam duas partes continentais e uma marinha numa área total de 2.077 ha (Barros, 2008). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.3 Corridors | on going |
| A espécie ocorre no Corredor de Biodiversidade Serra do Mar da Mata Atlântica (Martinelli et al., 2008). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| Ornamental | ||
| Lopes et al. (2004) destacam o potencial ornamental da espécie. | ||